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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Empresa familiar de vocação global


Quando você compra uma peça de roupa ou acessórios de moda de marcas internacionais como Giorgio Armani, Valentino, Hugo Boss, Zara, Massimo Dutti, Ralph Lauren, Lacoste, Adolfo Dominguez, Kenzo, Ted Baker ou Tommy Hilfiger, o mais provável é que esteja comprando vestuário com botões que são produzidos numa empresa familiar portuguesa. 
Com sede no Louro, no município de Vila Nova de Famalicão, no Norte de Portugal, a Louropel exporta para mais de 25 países. Estamos perante uma empresa familiar de vocação global. Isso mesmo é lembrado pelo projeto Empresas Familiares, do "Jornal de Notícias", um dos principais jornais diários portugueses. Veja no link: http://goo.gl/EB6Pte. Fotografia: Adriano Martins

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Práticas amigas do ambiente


A Fábrica de Botões LOUROPEL é um exemplo mundial de práticas industriais amigas do ambiente, As nossas unidades produtivas, no município de Vila Nova de Famalicão, no Norte de Portugal, estão equipadas com sofisticados sistemas de tratamento de efluentes e os escassos resíduos sólidos sobrantes da produção de botões reciclados são devidamente eliminados. Porque nós gostamos muito da natureza. É por isso que os nossos botões são requisitados pelas grandes marcas da moda internacional. Os estilistas que nos recomendam sabem que uma peça de vestuário com botões da LOUROPEL é distinta por natureza!...

sexta-feira, 20 de março de 2015

China compra mais tecidos portugueses


As exportações de tecidos portugueses para a China continental cresceram 10% em 2014, ilustrando o “bom nome de Portugal” no mercado têxtil internacional, como afirma Sofia Batalha, diretora executiva da ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal. Segundo a responsável, “as novas marcas chinesas conhecem-nos cada vez mais e há marcas internacionais, sobretudo americanas, que compram a matéria-prima em Portugal e confecionam depois os produtos na China”.
Nesta sexta-feira, 20 de março, termina a Intertextile Apparel Fabrics 2015, uma das maiores feiras do mundo do setor, com a participação de oito empresas portuguesas de tecidos: Lemar, Paulo de Oliveira, Penteadora, Ribera, Riopele, Somelos, Têxtil Serzedelo e Troficolor. A Intertextile Xangai 2015, organizada pela Messe Frankfurt, recebeu mais de 3.000 expositores de 24 países e regiões. Mais informação no link: http://goo.gl/X3ujFv.

Portugal veste camisola de poliéster reciclado


A Nike apresentou esta semana um novo equipamento alternativo da seleção de futebol de Portugal que é todo fabricado com poliéster reciclado, produzido a partir de garrafas de plástico, que são derretidas de forma a fabricar o tecido. Cada equipamento completo – camisola, calções e meias – é produzido mediante a utilização de uma média de 18 garrafas de plástico. Estamos, portanto, perante um produto que que também é amigo do ambiente, facto que a LOUROPEL saúda.
No novo equipamento alternativo de Portugal predomina a cor negra, com uma faixa na zona do peito com “flashes de luz verde eléctrico e vermelho vivo”. De acordo com a Nike, marca responsável pela criação do equipamento, a faixa no peito “reflete o estilo rápido do futebol da equipa” e o verde e o vermelho “são inspirados na bandeira nacional portuguesa e criam o efeito de terem sido pintados na tela negra”. A cor preta da camisola já foi usada anteriormente, em equipamentos alternativos, e, inclusive, foi a cor do equipamento principal nas décadas de 1940 e 1950.
A nova camisola tem, no entanto, novos acabamentos: um moderno colarinho negro em ‘V’ e uma faixa vermelha nas costas. Na parte de trás do pescoço surge a representação de uma esfera armilar, um instrumento de navegação antigo, que remete para a história dos Descobrimentos. Os calções do equipamento alternativo são negros, tal como as meias, que incluem uma faixa larga com o escudo na perna. A Nike explica ainda que o novo equipamento de Portugal é “adornado com símbolos e cores inspiradas pelo estilo de jogo da equipa, reconhecida pela sua técnica, atitude e perícia”.
O novo equipamento alternativo de Portugal está à venda a partir desta sexta-feira, a nove dias do jogo da seleção portuguesa com a sua congénere da Sérvia, no Estádio da Luz, a 29 de Março, do Grupo I de apuramento para o Euro 2016.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Os clientes marcam o nosso ritmo


A Fábrica de Botões LOUROPEL produz uma média de 12 milhões de botões por dia. São 12 milhões de razões que nos animam diariamente. É um prazer servir os nossos clientes a tempo e horas. Estejam eles na Europa, nas Américas, na Ásia, em África ou em outro lugar do mundo. Também é muito bom saber que os nossos produtos de excelência agregam valor às grandes marcas da moda internacional. Para a LOUROPEL, um cliente é para toda a vida. Por isso, o nosso compromisso em atender bem é total. Os clientes marcam nosso o ritmo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

LOUROPEL no ‘cluster’ têxtil-moda luso-galego


A Fábrica de Botões LOUROPEL é uma das empresas de insumos do setor têxtil cujos produtos contribuem para aumentar a qualidade do “cluster têxtil-moda transfronteiriço que está consolidado nos territórios de Portugal e da Galiza, no Norte de Espanha, o qual tem um forte impacto na economia do Noroeste peninsular.
Os números globais divulgados neste mês de janeiro confirmam: em 2014, o valor das exportações portuguesas no setor têxtil e do vestuário ascendeu a 4,6 mil milhões de euros, tendo a Galiza sido um dos principais clientes, com compras avaliadas em mais de mil milhões de euros. Segundo informações do presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), João Costa, divulgadas pela Lusa, agência pública portuguesa de notícias, a Espanha foi o destino de mais de 30 por cento das exportações portuguesas do setor, gerando uma faturação das empresas portuguesas próxima de 1,5 mil milhões de euros. “Deste valor, mil milhões de euros referem-se a exportações para a Galiza”, explicou João Costa, destacando entre os clientes o grupo Inditex, com sede em Arteixo, na Corunha, composto por centenas de empresas da área do design, fabrico e distribuição de produtos têxteis. Marcas como Zara, Pull & Bear ou Massimo Dutti integram o universo do grupo Inditex. Estas marcas são alguns dos grandes clientes da LOUROPEL no mercado espanhol.
O presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal divulgou os números durante uma visita de empresários têxteis da Galiza ao Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), em Vila Nova de Famalicão. Organizada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Galiza-Norte de Portugal, a jornada incluiu ainda visitas a duas empresas têxteis do Minho. “O objetivo é fortalecer o ‘cluster’ têxtil-moda transfronteiriço”, explicou o secretário-geral da Confederação das Indústrias Têxteis da Galiza, Alberto Rocha Guisande, sublinhando que esta é uma parceria que “já vem de há muitos anos”. O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Emídio Gomes, por seu lado, falando em nome do Governo de Portugal, referiu que o têxtil “é um setor prioritário” nas relações económicas com a Galiza. Do lado da Espanha, o mesmo interesse: o presidente do Instituto Galego de Promoção Económica, Abel Veiga, apontou Portugal como “o sócio prioritário” daquela região autónoma de Espanha.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Portugal Fashion e a moda portuguesa


“O Portugal Fashion surgiu em 1995 para ser uma plataforma que permitisse dar visibilidade aos criadores portugueses. Nós sempre fomos conhecidos como um país que confecionava bem, que tem uma indústria bem vista além-fronteiras, por isso é que as grandes marcas se socorriam do nosso país para produzirem os seus produtos. Mas não tínhamos uma marca portuguesa. Era importante criar casamentos entre a indústria [a capacidade produtiva] e os criadores.”

“Em 2000, na primeira vez que [o Portugal Fashion esteve] em Paris, os criadores portugueses fizeram um desfile coletivo. Houve uma dificuldade naquela altura de pôr a moda portuguesa na capital do mundo da moda, porque Portugal não era conhecido como produtor de moda. Passados 14 anos, cada criador tem o seu nome inscrito no calendário, cada criador escolhe o seu espaço, tem a sua marca. A Fátima Lopes já abriu a Semana de Moda de Paris. Há 14 anos isso era impensável. O Felipe Oliveira Batista [estilista], por exemplo, é hoje diretor criativo da Lacoste. E é português. Sem dúvida que, para isso, contribuiu muito este trabalho árduo, resiliente e persistente de projeção da moda portuguesa.”

“Sem os criadores e sem a indústria têxtil não existe o Portugal Fashion. O que pretendemos é ajudar um setor português que já passou por muitas dificuldades mas que hoje se reinventou. Hoje há moda portuguesa.”

“Nós vemos artistas portugueses, escultores portugueses e futebolistas portugueses a vencer além-fronteiras. Temos muito hoje por onde ir beber.”

“O Portugal Fashion não quer entrar em todas as semanas de moda. Só naquelas que entende que podem contribuir para a projeção da moda portuguesa. Já estivemos em Nova Iorque, Istambul, Madrid e Barcelona. Paris foi a única semana da moda que nunca deixámos de fazer. Estivemos em Londres porque é um local de crescimento de novas tendências, de novas formas de pensar, é um alvo forte de criação. Viena é um mercado emergente, é um mundo novo com muitas oportunidades e muito por explorar. A Europa será sempre o nosso mercado natural, porque fala a nossa linguagem, mas equacionamos outros mercados.

Rafael Rocha, diretor de comunicação da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), “Observador”, 02-10-2014 :: Conteúdo integral: http://bit.ly/1BCE9P4

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

História dos botões em Portugal


Nos tempos áureos da indústria têxtil portuguesa, em finais do século XIX e inícios do século XX, a indústria dos botões estava concentrada nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Mas na década de 1930, a botoaria migrou para Vila Nova de Famalicão, município que integra o Vale do Ave, no Norte de Portugal, que na época era uma das regiões têxteis mais importantes da Europa.
O curioso é que, dentro do município de Vila Nova de Famalicão, foi na freguesia de Louro que se concentraram as empresas produtoras de botões. E foi no Louro que, em 1966, nasceu a LOUROPEL, por iniciativa do empreendedor Carlos Rego – que ganhara experiência e conhecimentos como funcionário da Fábrica de Botões Santo António, também no Louro.
Hoje, a Fábrica de Botões LOUROPEL é parceira de grandes marcas de vestuário, como a Massimo Dutti, cujos botões mostramos na imagem.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alemanha lidera mercado europeu de jeans


Em 2013, a União Europeia importou mais calças jeans. Em relação a 2012, o aumento da quantidade de peças importadas foi de 8,6%. Juntos os membros da comunidade compraram 493,67 milhões de peças jeans, avaliados em 3,6 mil milhões de euros.
A Alemanha é o maior mercado, tendo importado 114 milhões de peças jeans, mantendo um crescimento de 7,2% ao ano, afirma um estudo elaborado por Jean-François Limantour, consultor da Messe Frankfurt, uma das maiores empresas do mundo na organização de feiras, cujos resultados foram divulgados neste mês. O segundo maior comprador europeu de jeans é a Grã Bretanha, com 74,4 milhões de peças. A Espanha ocupa a terceira posição com valores muito próximos dos britânicos.
A China, que até 2012 era a maior fornecedora de calças jeans para a comunidade europeia, perdeu o posto para a Turquia em 2013, sendo ultrapassada também por Bangladesh. Confira mais informações no GBL JEANS, um portal brasileiro especializado no mercado de jeans. Aqui: http://bit.ly/1mTsisc.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Exportações têxteis de Portugal crescem 11,2%


Nos primeiros quatro meses de 2014, as exportações da indústria têxtil e de vestuário de Portugal superaram os 1,55 mil milhões de euros, registando um crescimento de 11,2% face ao período homólogo de 2013. Segundo um comunicado da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), "este é o melhor resultado desde 2004", ano da liberalização mundial do comércio têxtil e do vestuário.
As exportações de vestuário lideraram o aumento, com uma subida de 13% (cerca de 18% no vestuário de tecido e cerca de 11% no vestuário de malha). As exportações têxteis cresceram cerca de 10%, (destacando-se o crescimento das exportações de filamentos sintéticos ou artificiais de cerca de 52%, ou 11 milhões de euros). Os têxteis-lar registaram um crescimento de 6% nas exportações. Os destinos que assinalaram maiores crescimentos absolutos foram a Espanha, a França, o Reino Unido, Angola e EUA.
A ATP refere, ainda que as importações de têxteis e vestuário também cresceram cerca de 9% no período em análise, registando um valor de 1,13 mil milhões de euros, (46% correspondem a matérias-primas e 54% a produtos acabados, como vestuário e têxteis-lar). As importações tiveram como principais origens Alemanha, França e Itália. Entre janeiro e abril de 2014, a balança comercial da indústria têxtil e vestuário de Portugal registou um saldo positivo de 413 milhões de euros.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Modatex ensina a calcular custos de produção


Em qualquer setor de atividade é fundamental apurar os custos de produção de um produto ou de um serviço. Ensinar a determinar os custos da produção associados à confecção de vestuário é justamente o foco de um curso de formação que o Modatex – Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, Vestuário, Confecção e Lanifícios vai promover no seu polo de Barcelos, entre 23 de junho e 7 de agosto de 2014. Com um total de 75 horas, o curso é pós-laboral, realizando-se às terças e quintas-feiras, entre as 19h00 e as 22h00.
Os formandos que frequentarem esta ação de formação irão aprender a planear, criar e desenvolver peças de vestuário, de acordo com o projeto; a definir os conceitos de custos aplicados a uma empresa ou atelier de confecção; a realizar o cálculo para a determinação do custo de produção por peça; a identificar os elementos constituintes e elaborar a ficha técnica; e, finalmente, a preencher a ficha técnica tendo em conta as características do modelo.
Podem candidatar-se pessoas que tenham pelo menos o 9º ano de escolaridade e 18 anos de idade, podendo ser trabalhadores no ativo ou desempregados. Para mais informações, a LOUROPEL partilha a página oficial do Modatex: http://bit.ly/1osW6h9.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Amesterdão é polo mundial do jeans


A cidade de Amesterdão inaugura este ano um centro de formação em denim focado em boas práticas ambientais. A capital holandesa transforma-se, assim, no mais novo polo mundial de amantes do tecido azul. Amesterdão já ostenta uma expressiva concentração de marcas de jeans, designadamente a G-Star e a sede Europa da Tommy Hilfiger, além de novos talentos como Scotch & Soda, Denham, Kings Of Indigo e Kuyichi. 
O resultado dessa movimentação de marcas influentes na capital dos países baixos foi a criação, em 2012, da Associação House of Denim, com o objetivo de federar os profissionais do segmento, sensibilizando-os quanto às problemáticas ambientais. O “denim” é a matéria-prima para a fabricação de roupa jeans. 
Estados Unidos, Europa e Japão representam mais de 65% do consumo mundial. O Brasil é um dos principais produtores desse tipo de tecido do mundo, com uma capacidade instalada de produção acima de 600 milhões de metros lineares por ano. Mais informação sobre a House of Denim de Amesterdão no linK http://bit.ly/1sdsaD0. Na imagem, um par de calças da Kings of Indigo.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Têxteis portugueses recuperam


A economia portuguesa trava, mas os têxteis continuam a recuperar. Nos primeiros três meses de 2014, as exportações da indústria têxtil e do vestuário somaram 1,189 mil milhões de euros, mais 11% do que o valor registado em período homólogo de 2013. O vestuário e acessórios de malha e de tecido foram os principais motores deste resultado, com crescimentos de 12% e 17% respetivamente, num período em que o saldo comercial da balança do sector melhorou 12,3%, atingindo os 325 milhões de euros. Este desempenho numa fileira que teve, no bimestre janeiro-fevereiro, o melhor mês dos últimos 12 anos, justifica o otimismo da ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que fixou como objetivo para o exercício, exportar 4,5 mil milhões de euros, mais 5% que no ano anterior. Como escreve o jornal "Expresso", as boas notícias estendem-se à fileira do calçado. Veja aqui: http://bit.ly/1iRSn4N.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Para entender a moda brasileira


Paulo Borges, organizador da principal semana de moda brasileira, o São Paulo Fashion Week, diz que o Brasil desperdiça a oportunidade de investir no setor, que emprega mais que a indústria automobilística. 
Diz Paulo Borges: "A moda brasileira vista pelo estrangeiro ainda está aprisionada em uma expectativa que o estrangeiro tem do Brasil. De fato, nós somos um país muito privilegiado. Porque não temos guerra, nem temperaturas extremas, somos um país tropical, temos uma mistura de raças que provoca um jeito único de ser, somos alegres, brincalhões, felizes, abraçamos, beijamos. E as pessoas esperam um pouco isso da moda: que ela seja colorida, estampada, que ela traga um papagaio ou um abacaxi na estampa. Mas o Brasil é muito mais que isso." 
É uma entrevista importante para entender o mercado brasileiro atual pela voz de um especialista de moda. Confira, no link, a entrevista de Paulo Borges à edição digital brasileira do jornal espanhol "El País": http://bit.ly/1gEhWVS.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Alfaiataria industrial e museu têxtil em Leiria


Ansião, uma pequena vila de um município com o mesmo nome, no distrito de Leiria, zona centro de Portugal, vai ter um museu da indústria têxtil e deverá assistir ao relançamento da indústria têxtil, na freguesia de Avelar, com a reestruturação das empresas Pivot, Fareleiros, Fiar e Finistex, que estavam a caminho da falência e que mudaram de mãos, tendo sido adquiridas pelo empresário Francisco Batista, numa operação aprovada em Dezembro último pela assembleia de credores. O objetivo é criar uma alfaiataria industrial, focada na exportação, que já está em funcionamento, com metas de crescimento até 2017.
Se os acordos forem cumpridos e se tudo correr bem, estamos perante mais uma boa notícia do setor têxtil português que, neste caso, significa o seu renascimento numa terra que já empregou cerca de mil pessoas. Segundo a agência de notícias Lusa, nesta terça-feira, o Município de Ansião assinou um acordo com a têxtil Avelmod – empresa que adquiriu quatro unidades têxteis na freguesia de Avelar, evitando a sua liquidação e salvando do desemprego 112 pessoas –, tendo em vista a criação do Museu da Indústria Têxtil. O protocolo para a instalação do museu na vila de Avelar lembra a "importância económica, social e cultural que a indústria têxtil" tem na freguesia desde o século passado, atividade que vai ter um "novo fôlego" com a reestruturação e relançamento das empresas têxteis adquiridas pela Avelmod, através da criação de 200 postos de trabalho no horizonte de três anos.
No âmbito do acordo, o Município de Ansião, onde vivem 13 mil pessoas, vai adquirir um imóvel à Avelmod – Têxtil SA, pelo valor de quase 72 mil euros, responsabilizando-se a empresa por contribuir para o acervo museológico. O protocolo obriga a empresa a transferir a sua sede social de Tábua (distrito de Coimbra) para Ansião. O futuro Museu da Indústria Têxtil de Ansião vai incluir um ateliê de confeção personalizada orientado para a exposição e venda de produtos têxteis fabricados na terra.
O empresário Francisco Batista, que lidera outras unidades fabris na região Centro e em Cabo Verde, afirmou que, neste momento, Avelmod – Têxtil SA, com capacidade para a confeção de cinco mil fatos de homem por mês e que "trabalha para as maiores marcas a nível mundial", emprega 95 pessoas, prevendo-se, em Maio, que venha a empregar mais 22 trabalhadores numa unidade que quer que seja uma alfaiataria industrial. Em curso está, também, a instalação da Avelfabrics, que deverá entrar em funcionamento em Setembro, para agregar tecelagem, acabamentos e tinturaria (que eram da responsabilidade da Fareleiros, Finistex e Fiar, respetivamente). Fonte: http://bit.ly/1jzPKbN.

terça-feira, 1 de abril de 2014

“Moda é cultura”, defende estilista Ronaldo Fraga


“Quando a inspiração para uma coleção é a literatura tudo fica mais fácil, pois você é o dono da imagem.”

“Em muitos países a moda já é entendida como cultura. Ela faz parte dos novos vetores de cultura, como a arquitetura, a gastronomia e o design gráfico. (...) Existe uma ignorância e um preconceito contra o setor [da moda]. É um vetor que emprega? Sim, como todos os da cultura. Que movimenta dinheiro? Sim, como o cinema. Mas é sem dúvida um vetor cultural. Muito da memória e da cultura de um país é entendida pela forma como as pessoas moram, comem e vestem em determinada época.”

“A cultura de moda no Brasil está adolescendo. Já temos uma identidade de moda. O estrangeiro bate o olho na nossa roupa e sabe que é brasileira. Vivemos tempos adversos, nossa indústria têxtil padece com concorrência desleal que vem de fora, mas somos resistentes, somos otimistas só de raiva.”

“[A crise da indústria têxtil brasileira é] muito triste, perdemos grandes tecelagens, uma geração de empregos, de renda, de retorno econômico. E perdemos parte da cultura brasileira. No século XX, o Brasil tinha o poder da indústria têxtil, perder isso foi um pecado. Mas também é um setor que não tem articulação política alguma, estamos aprendendo.”

“Faço tudo no Brasil. Minha estrutura é pequena. Já foi maior, mas tive que diminuir justamente para sobreviver. No Brasil, ou você é pequeno ou gigante. Quando comecei a fazer coleção infantil, por exemplo, tive que escolher entre ela e a masculina. Por isso, hoje, o masculino é um coadjuvante na loja, mas não vai mais para desfiles.”

“Só tem uma coisa que me move, que se eu não fosse estilista eu continuaria a perseguir: meu amor pela cultura brasileira. O primeiro contato que eu tive com a moda foi lendo. Eu lia muita literatura política e, em um livro do Zuenir Ventura, li sobre a Zuzu Angel. Uma figura marcante na moda e na política. Nunca pensei que com a moda você pudesse falar outras coisas que não fosse a roupa, a estação. Por isso, minha cartilha sempre foi essa, fazer a moda como um vetor cultural.”

“Eu digo que a moda está louca para se libertar da roupa. E ela faz isso quando estabelece diálogo com outras frentes. Colocar seu estilo ao serviço da indústria é fascinante. Essas parcerias colocam a moda no lugar dela, que é a contemporaneidade, o cotidiano. Agora fiz uma parceria com uma marca de cosméticos masculina francesa. Por enquanto ainda não posso dar mais detalhes.”

Ronaldo Fraga, estilista brasileiro, em entrevista à edição online da revista “Veja”, 31-03-2014 :: Entrevista integral no link: http://abr.ai/1mGrnMx.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Portugal Fashion mostra criações e talentos


Fátima Lopes, Luís Buchinho, Miguel Vieira, Luís Onofre e Diogo Miranda são alguns dos nomes conhecidos que vão apresentar coleções para a próxima estação de outono/inverno 2014-15. O Portugal Fashion regressa à Alfândega do Porto, entre esta quinta-feira, dia 27, e sábado, dia 29. São esperados 25 desfiles, tanto de criadores e marcas da moda portuguesa já conhecidas pelo público, bem como de novos criadores. 
O apoio e promoção de novos talentos da moda portuguesa é também uma das apostas do evento. Desde outubro de 2010, o Espaço Bloom é o palco onde novos criadores apresentam as suas coleções ao público. Foi graças à participação no projeto Bloom que nomes como Daniela Barros, Estelita Mendonça, Hugo Costa e Susana Bettencourt têm agora a oportunidade de apresentar as suas novas coleções no Portugal Fashion. Confira mais informação: http://bit.ly/1ePhI1r.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Portugal vai formar doutores do têxtil no Brasil


O polo de Guimarães da Universidade do Minho vai lançar um programa de doutoramento em Engenharia Têxtil no Brasil, em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (considerada a melhor universidade estadual fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, ambas do Estado do Paraná – o maior produtor de algodão do Brasil.
O curso terá a duração de três anos e seguirá o modelo praticado na academia minhota, sendo financiado pelos parceiros brasileiros. Segundo o “Jornal de Negócios”, este programa, que será concretizado através do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (2C2T), vai formar 22 novos doutores nas duas universidades brasileiras. A meta é a criação de cursos de pós-graduação e a implementação de novas linhas de investigação na área, informou a reitoria da Universidade do Minho.
O departamento de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho, que funciona no polo de Azurém, em Guimarães, é o principal centro português de estudos e investigação neste sector tradicional, que no ano passado obteve o melhor resultado nas exportações desde o início da crise.
Enquanto, no Brasil inteiro, se fala de recessão e da crise que, entre outros, castiga severamente o setor têxtil e de confecção, no Estado do Paraná emerge o polo têxtil de Maringá, tendo como suporte técnico-científico a Universidade Estadual de Maringá e como força propulsora a iniciativa privada. E agora é dado mais este passo importante na área da formação académica. Na imagem uma visão aérea da cidade de Maringá. Confira mais informações: http://bit.ly/1h1sRND, http://bit.ly/1gvbs18 e http://www.uem.br/.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Têxteis de Portugal batem recorde com 12 anos


"Janeiro de 2014 foi o melhor mês de exportações do sector têxtil e vestuário dos últimos 12 anos", revelou João Costa, presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), em comunicado divulgado nesta quarta-feira, sia 12. João Costa explicou que os 411 milhões de euros de exportações realizados em Janeiro representam um crescimento de 14% face a Janeiro de 2013.
As exportações dos têxteis portugueses para a União Europeia aumentaram 16%, para 342 milhões, com destaque para os bons comportamentos registados na Áustria (40,3%), Polónia (36,6%), França (29,2%), Dinamarca (22,1%), Suécia (21,4%), Reino Unido (20,2%), Países Baixos (18,9%), Espanha (15,2%) e Alemanha (10,2%). As vendas para Angola cresceram 78%, perfazendo 10 milhões. E para a China registaram uma taxa de crescimento de 44%, subindo para 3,7 milhões.
Com os seus botões de qualidade reconhecida em todo o mundo, a LOUROPEL orgulha-se de contribuir para o sucesso das exportações de muitas empresas têxteis portuguesas!... Confira: http://bit.ly/O2dhqa.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Roupa portuguesa conquista mercados


A roupa portuguesa está em alta em vários mercados internacionais. Não são apenas marcas internacionais que produzem em Portugal. São as roupas de criativos portugueses que conquistam mercados.
Em 2012 e 2013, a indústria têxtil portuguesa cresceu substancialmente. “No ano passado, exportámos 4,3 mil milhões de euros para 184 países, um saldo positivo de mil milhões na balança comercial”, diz João Costa (na imagem), presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP).
A subida de 3,5% é o melhor resultado dos últimos cinco anos. Confira a notícia do jornal digital Dinheiro Vivo”: http://bit.ly/1doy6lq.
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