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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O vinho verde da LOUROPEL


Para além de ser uma marca de botões prestigiada no mundo inteiro, a LOUROPEL é também uma marca de vinho verde. E de grande qualidade.
O vinho verde é único no mundo, pois só pode ser produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, nas terras férteis do Noroeste de Portugal. É um vinho com baixo teor alcoólico, e, portanto, menos calórico. O vinho verde é um vinho frutado, fácil de beber, ótimo como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas: saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos internacionais.
Na imagem, mostramos duas garrafas do excelente vinho branco da LOUROPEL, produzido em terrenos da família Rego, na freguesia do Louro, nas margens do rio Este, em vinhedos que outrora pertenceram ao banqueiro português Arthur Cupertino de Miranda (1892-1988), fundador do Banco Português do Atlântico (atual Millennium BCP), que ali produziu as marcas "Casal da Seara" e "Mesa do Presidente". 
O fundador da LOUROPEL, Carlos Alberto Rego (1939-2010), adquiriu as propriedades agrícolas de Arthur Cupertino de Miranda e começou a produzir a marca de vinho LOUROPEL. Um vinho produzido mediante processos naturais e em quantidades limitadas, que não é comercializado. Até porque o “core business” da LOUROPEL são botões. Por isso, para a LOUROPEL, as garrafas de vinho são utilizadas como uma forma de distinguir parceiros e amigos com um produto da terra, com grande tradição na cultura portuguesa.

terça-feira, 22 de julho de 2014

França e o vestuário de luxo


A criação do vestuário de alto luxo começou na França, um país de habilidosos e inventivos artesãos que, ao longo do tempo, produziram objetos extraordinários e refinados, utilizando materiais nobres e métodos de fabricação precisos, despertando o desejo pela perfeição, pela beleza estética e pela exclusividade – entendida como algo que é único, pouco acessível e que promove a distinção social.
A invenção da alta costura – utilizando mão-de-obra artesã e demarcando a fronteira entre as classes mais favorecidas e o resto da população –, é datada de meados do século XIX, mas a sua origem remonta às vestes sumptuosas de reis e rainhas da Europa medieval.
Historicamente, o luxo e a riqueza do vestuário associados à história da França remetem ao século XVI, quando o rei e a corte se instalaram em Paris, no Palácio do Louvre. Essa mudança impulsionou os setores económicos urbanos, no sentido de atender a uma crescente procura por produtos de luxo. E criou uma nova tendência doravante conhecida como moda: a diversidade do corte, de tecidos e de cores foi crescentemente valorizada pelas elites, de tal forma que não bastava ter apenas uma túnica, mas uma diversidade e profusão de peças.
Nesse período, alfaiates, costureiras, bordadores e tingidores alcançaram uma posição de destaque entre os artífices de todas as áreas, pois eram responsáveis por traduzir em roupas, por intermédio das suas habilidades, a pompa e o espetáculo da vida na corte, bem como causar a melhor impressão possível dos nobres que as vestiam. Porém, a formação de padrões de vida baseados na elegância e sofisticação foi redefinida na França com a ascensão ao poder de Luís XIV, que governou entre 1643 e 1715), valendo-se do “savoir faire” (“saber fazer”) francês para estabelecer o domínio daquilo que viria ser conhecido como o rentável mercado do luxo, hoje transformado numa poderosa indústria mundial. Na imagem, a representação do casamento de Luís XIV, sendo visível a ostentação dos nobres através do vestuário. 

Obs. – Texto baseado num trabalho académico de Dhora Costa, professora do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2013)

domingo, 13 de julho de 2014

As influências do rock no vestuário


Hoje é celebrado o Dia Mundial do Rock, evocando um dos mais importantes géneros musicais do século XX. Foi escolhido o dia 13 de julho porque, nesse dia, em 1985, Bob Geldof, que cantava nos Boontown Rats, organizou o evento Live Aid, com concertos simultâneos no Wembley Stadium, em Londres, e no John F. Kennedy Stadium, na Filadélfia. O objetivo era arrecadar fundos para diminuir a fome e a miséria em África. Na imagem, o Live Aid em Londres. No link, partilhamos um álbum com 30 fotografias para relembrar as influências do rock no vestuário, na segunda metade do século XX e nos primeiros anos do século XXI: http://bit.ly/1qwEpuM.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Parceria com o Município de Famalicão


A LOUROPEL celebra os 40 anos da revolução democrática de 25 de Abril de 1974 sendo parceira do Município de Vila Nova de Famalicão no projeto turístico-cultural Lenços das Madrinhas de Guerra, apresentado publicamente nesta sexta-feira.
Um botão “made in” Famalicão, produzido pela LOUROPEL, tem como objetivo representar um selo de qualidade local para certificação do produto, cujo processo está em curso, por iniciativa da ADRAVE – Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave.
A LOUROPEL aderiu ao projeto, oferecendo a produção de 1000 botões em poliéster, de cor verde, tendo inscrita a representação da esfera armilar que consta do logótipo da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.
“Os botões da LOUROPEL são vendidos em todo o mundo, mas nós temos consciência da nossa responsabilidade social e histórica na comunidade de Vila Nova de Famalicão e da freguesia do Louro, onde começámos, em 1966, e continuamos presentes, com todas as nossas unidades de produção”, afirma, a propósito, o administrador Avelino Rego, para explicar esta parceria com o Município de Famalicão. Mais informação sobre os Lenços das Madrinhas de Guerra, no link: http://bit.ly/1lP62Nc.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Para entender a moda brasileira


Paulo Borges, organizador da principal semana de moda brasileira, o São Paulo Fashion Week, diz que o Brasil desperdiça a oportunidade de investir no setor, que emprega mais que a indústria automobilística. 
Diz Paulo Borges: "A moda brasileira vista pelo estrangeiro ainda está aprisionada em uma expectativa que o estrangeiro tem do Brasil. De fato, nós somos um país muito privilegiado. Porque não temos guerra, nem temperaturas extremas, somos um país tropical, temos uma mistura de raças que provoca um jeito único de ser, somos alegres, brincalhões, felizes, abraçamos, beijamos. E as pessoas esperam um pouco isso da moda: que ela seja colorida, estampada, que ela traga um papagaio ou um abacaxi na estampa. Mas o Brasil é muito mais que isso." 
É uma entrevista importante para entender o mercado brasileiro atual pela voz de um especialista de moda. Confira, no link, a entrevista de Paulo Borges à edição digital brasileira do jornal espanhol "El País": http://bit.ly/1gEhWVS.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Alfaiataria industrial e museu têxtil em Leiria


Ansião, uma pequena vila de um município com o mesmo nome, no distrito de Leiria, zona centro de Portugal, vai ter um museu da indústria têxtil e deverá assistir ao relançamento da indústria têxtil, na freguesia de Avelar, com a reestruturação das empresas Pivot, Fareleiros, Fiar e Finistex, que estavam a caminho da falência e que mudaram de mãos, tendo sido adquiridas pelo empresário Francisco Batista, numa operação aprovada em Dezembro último pela assembleia de credores. O objetivo é criar uma alfaiataria industrial, focada na exportação, que já está em funcionamento, com metas de crescimento até 2017.
Se os acordos forem cumpridos e se tudo correr bem, estamos perante mais uma boa notícia do setor têxtil português que, neste caso, significa o seu renascimento numa terra que já empregou cerca de mil pessoas. Segundo a agência de notícias Lusa, nesta terça-feira, o Município de Ansião assinou um acordo com a têxtil Avelmod – empresa que adquiriu quatro unidades têxteis na freguesia de Avelar, evitando a sua liquidação e salvando do desemprego 112 pessoas –, tendo em vista a criação do Museu da Indústria Têxtil. O protocolo para a instalação do museu na vila de Avelar lembra a "importância económica, social e cultural que a indústria têxtil" tem na freguesia desde o século passado, atividade que vai ter um "novo fôlego" com a reestruturação e relançamento das empresas têxteis adquiridas pela Avelmod, através da criação de 200 postos de trabalho no horizonte de três anos.
No âmbito do acordo, o Município de Ansião, onde vivem 13 mil pessoas, vai adquirir um imóvel à Avelmod – Têxtil SA, pelo valor de quase 72 mil euros, responsabilizando-se a empresa por contribuir para o acervo museológico. O protocolo obriga a empresa a transferir a sua sede social de Tábua (distrito de Coimbra) para Ansião. O futuro Museu da Indústria Têxtil de Ansião vai incluir um ateliê de confeção personalizada orientado para a exposição e venda de produtos têxteis fabricados na terra.
O empresário Francisco Batista, que lidera outras unidades fabris na região Centro e em Cabo Verde, afirmou que, neste momento, Avelmod – Têxtil SA, com capacidade para a confeção de cinco mil fatos de homem por mês e que "trabalha para as maiores marcas a nível mundial", emprega 95 pessoas, prevendo-se, em Maio, que venha a empregar mais 22 trabalhadores numa unidade que quer que seja uma alfaiataria industrial. Em curso está, também, a instalação da Avelfabrics, que deverá entrar em funcionamento em Setembro, para agregar tecelagem, acabamentos e tinturaria (que eram da responsabilidade da Fareleiros, Finistex e Fiar, respetivamente). Fonte: http://bit.ly/1jzPKbN.

terça-feira, 1 de abril de 2014

“Moda é cultura”, defende estilista Ronaldo Fraga


“Quando a inspiração para uma coleção é a literatura tudo fica mais fácil, pois você é o dono da imagem.”

“Em muitos países a moda já é entendida como cultura. Ela faz parte dos novos vetores de cultura, como a arquitetura, a gastronomia e o design gráfico. (...) Existe uma ignorância e um preconceito contra o setor [da moda]. É um vetor que emprega? Sim, como todos os da cultura. Que movimenta dinheiro? Sim, como o cinema. Mas é sem dúvida um vetor cultural. Muito da memória e da cultura de um país é entendida pela forma como as pessoas moram, comem e vestem em determinada época.”

“A cultura de moda no Brasil está adolescendo. Já temos uma identidade de moda. O estrangeiro bate o olho na nossa roupa e sabe que é brasileira. Vivemos tempos adversos, nossa indústria têxtil padece com concorrência desleal que vem de fora, mas somos resistentes, somos otimistas só de raiva.”

“[A crise da indústria têxtil brasileira é] muito triste, perdemos grandes tecelagens, uma geração de empregos, de renda, de retorno econômico. E perdemos parte da cultura brasileira. No século XX, o Brasil tinha o poder da indústria têxtil, perder isso foi um pecado. Mas também é um setor que não tem articulação política alguma, estamos aprendendo.”

“Faço tudo no Brasil. Minha estrutura é pequena. Já foi maior, mas tive que diminuir justamente para sobreviver. No Brasil, ou você é pequeno ou gigante. Quando comecei a fazer coleção infantil, por exemplo, tive que escolher entre ela e a masculina. Por isso, hoje, o masculino é um coadjuvante na loja, mas não vai mais para desfiles.”

“Só tem uma coisa que me move, que se eu não fosse estilista eu continuaria a perseguir: meu amor pela cultura brasileira. O primeiro contato que eu tive com a moda foi lendo. Eu lia muita literatura política e, em um livro do Zuenir Ventura, li sobre a Zuzu Angel. Uma figura marcante na moda e na política. Nunca pensei que com a moda você pudesse falar outras coisas que não fosse a roupa, a estação. Por isso, minha cartilha sempre foi essa, fazer a moda como um vetor cultural.”

“Eu digo que a moda está louca para se libertar da roupa. E ela faz isso quando estabelece diálogo com outras frentes. Colocar seu estilo ao serviço da indústria é fascinante. Essas parcerias colocam a moda no lugar dela, que é a contemporaneidade, o cotidiano. Agora fiz uma parceria com uma marca de cosméticos masculina francesa. Por enquanto ainda não posso dar mais detalhes.”

Ronaldo Fraga, estilista brasileiro, em entrevista à edição online da revista “Veja”, 31-03-2014 :: Entrevista integral no link: http://abr.ai/1mGrnMx.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Os botões que mudaram a história


Será que podemos explicar o fracasso da campanha de Napoleão na Rússia, em 1812, por algo tão insignificante quanto um botão? Com um estilo cativante, temperado por diversas histórias curiosas, os autores do livro "Os Botões de Napoleão – As 17 Moléculas que Mudaram a História" fazem uma fascinante análise de 17 grupos de moléculas que – como o estanho dos botões dos uniformes do exército napoleónico que se desintegraram no frio do inverno russo – influenciaram a história mundial e produziram grandes feitos e avanços. Além disso, determinaram o que hoje comemos, bebemos e vestimos.
O livro "Os Botões de Napoleão – As 17 Moléculas que Mudaram a História", de Penny Le Couteur e Jay Burreson, com 344 páginas, é uma mistura deliciosa de história, biologia e química que tem como pano de fundo o papel de 17 moléculas químicas para a história da humanidade e como as suas versões sintéticas foram descobertas. Quem disse que a química não pode ser interessante?...
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